domingo, 10 de novembro de 2013

Caindo na REDE


Sem duvida alguma que as redes virtuais, podem contribuir e muito para o processo de desenvolvimento do educador, pois abre o espaço para que o educador possa transmitir seu trabalho e também buscar novas ideias  , para aplicar no seu dia-dia , pois se além de cada região ter suas características e uma forma de ver como o trabalho de educação ambiental pode ser trabalho de formas diferentes de acordo com seu contexto , acho fundamental essa troca de figurinhas ,pois nada substituiu a experiência , e poder ter um local onde possamos  interagir com outros grupos melhora e muito a qualidade e e aumenta a possibilidade da transdiciplinaridade. Principalmente quando o assunto e educação ambiental esse tema ganha força pois, em nosso país a diversidade ambiental e gigantesca, com isso torna – se importante redes virtuais , que possam integrar vários grupos em diversas regiões , o mesmo podemos dizer sobre nossa pós graduação ,que reúne pessoas de diversas localidade e regiões em um curso de educação ambiental , e o veiculo mais usado por nos e a rede virtual seja da universidade ou redes sócias, e assim que mantemos nosso intercambio, duvidas acertos, diferentes contextos reunidos em um só objetivo.

Atividade 3.2 -Pós graduação Educação Ambiental - UFLA.

Ecologia Integral pratica transdisciplinares que ampliam valores



Segundo Ana Mansoldo, a ecologia ambiental propõe o reconhecimento de que tudo está interligado na sociedade, e que somos todos interdependentes o ser humano, a sociedade, e a natureza. Isso amplia nossa responsabilidade com o planeta, pois cada ação individual repercute em toda a teia da vida, o que exige, antes de tudo, coerência não basta apenas entender os conceitos, são necessárias também praticas transformadoras, ações cotidianas que valorizem o ser humano e todos os seres humanos.

As praticas transformadoras começam com a ampliação da percepção ambiental aprendida pelos nossos sentidos, dos quais, não usufruímos todo potencial. Quantas vezes olhamos sem ver, escutamos sem ouvir, nos alimentamos sem sentir o sabor ,ou notamos odores porque são desagradáveis? Nós estamos recebendo quantidade imensas de informações  , do qual , não conseguimos , processar , ou pelo pelos refletir , sobre o que só estamos recebendo .
Os valores humanos são como guias que orientam e motivam nossas relações com o mundo . Nesse mundo onde impera o individualismo, o culto a falsos valores , e notável nossa insegurança como se o mundo tivesse perdido o juízo em suas ações.

No século XXI , estamos vivendo a era, só hiperconsumismo ,de uma economia que se baseia em falsas necessidades, e que incita as pessoas a compra de produtos supérfluos e a troca constantes do que antes eram bens duráveis. Assim é a lei do consumismo sem propósitos se tenho dinheiro ou não compro o que quero quando quiser e sem pensar nas consequências que isso ira refletir , o s danos que vão causar futuramente  será que realmente era necessário, oque precisamos hoje e ter consciência que nossos recursos são limitados  , e que não temos outro planeta a explorar  .
A educação para o consumos consciente sem duvida nenhuma, deve ter como foco principal as crianças ,pois elas são as principais vitimas dos bombardeios de comercias incitam-lhes desejos pelo qual não necessitam e provocando-lhes o sentimento de inferioridade por não terem o que todo mundo tem .

Atreves de praticas transdisciplinares que fundamentam uma proposta educativa transformadora e consistente:
A arte de construir valores humanos como responsabilidade de , cooperação ,organização, respeito, não violência, amor e compaixão , que são valores essenciais .
Ampliação da consciência e da cidadania planetária ,numa visão integradora que substitui uma visão fragmentada e degradadora.
A defesa do direito á vida, de todos os seres , em todos sentidos , pois a teia da vida nenhum ser e inferior ,e ada espécie tem papel fundamental .
O direito dos animais a uma vida digna e com respeito.
Uma educação ambiental para a tolerância e o respeito orientada pela compreensão de que somos uma única e interdependente comunidade planetária.
Os custo econômicos, energéticos ,naturais e humanos do nosso conforto ,do consumismo e da geração de resíduos são temas explorados de forma a se buscar a coerência em nossas praticas cotidianas.
A reconstrução da conexão da vida urbana com as fontes naturais ,com sabedoria e a simplicidade da vida no campo .
O reconhecimento e a valorização da agua como base fundamental para a vida.
E a importância de se tornar consciência dos problemas de produção e distribuição dos alimentos.

A transdiciplinaridade nos a possibilidade de ampliar conteúdos que antes eram limitados a um so fator, nos das condições de aprendermos a ver as coisas por cima  de modo que possamos ampliar nossas ações e assim podermos corrigi-las acrescentando novos valores que hoje a sociedade já não trabalha mais.
De acordo  com  os fundadores do centro de ecologia integral se baseia em três pilares que nos capacita ,ver o mundo com outros olhos, percebendo a interligação existente entre todas as coisas: o ser humano, a sociedade e o planeta. Este é o convite da ecologia integral.
A ecologia pessoal se refere ao cuidado que devemos ter com o nosso corpo (como a alimentação saudável, a respiração correta, o movimento físico, o sono reconfortante e o descanso necessário), com as nossas emoções (procurando conhecer e entender os nossos estados emocionais para que eles se tornem cada vez mais harmoniosos), com a nossa mente (a atenção que se deve dar aos nossos pensamentos e às informações que os "alimentam") e com a nossa espiritualidade (buscando uma verdadeira conexão interna, com as outras pessoas, com o planeta, com o cosmos e com aquilo que ainda não conseguimos compreender).
A ecologia social expande o nosso cuidado para as pessoas do nosso relacionamento e para todos os outros seres humanos. É a prática da solidariedade, do diálogo, da solução pacífica dos conflitos, do compartilhar, do respeito às diferenças, da dedicação às causas ligadas à justiça social e à conquista de uma vida digna para todos.
A ecologia ambiental nos propõe uma união profunda com a natureza, fazendo-nos entender que sem ela não há possibilidade da existência humana e que a opção pela simplicidade voluntária, pelo conforto essencial, pelo consumo consciente, por ações de preservação ambiental e ações reparadoras em áreas devastadas se fazem prioritárias para a continuidade da vida na terra.
Para Ana Maria e José Luiz, a ecologia integral propõe um olhar integrado das dimensões pessoal, social e ambiental. "Quando falamos em ecologia integral fazemos questão de salientar que a ideia da não separatividade, de que tudo está interligado, que é fundamental para o entendimento da nossa proposta, já vem sendo apontada por muitos pensadores em vários campos do conhecimento como a Física, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a Química, a Biologia, além das grandes tradições espirituais.

Segundo José Luiz, muitas pessoas têm uma visão distorcida dos objetivos do movimento ambientalista e ecológico dizendo que prejudicam a geração de emprego e renda e coisas semelhantes. Esta é uma argumentação falsa e enganosa que tenta desvirtuar a ideia da grande maioria dos que trabalham pela ecologia e pelo meio ambiente. O conceito que precisa ser resgatado aqui é o de sociedade sustentável. Ou seja, existe muita diferença entre uma sociedade imediatista, que explora de maneira irresponsável a natureza e que gera emprego e renda de forma exploratória e de curto prazo, e uma sociedade responsável e sustentável, que se preocupa com a vida, não só da geração atual, mas também das gerações futuras. A natureza está aí nos oferecendo a água, os alimentos e os recursos para a sobrevivência digna e justa. Podemos e devemos usufruir desta dádiva de forma consciente para não privar ou ameaçar as futuras gerações. A utilização de fontes renováveis de energia, a exploração sustentável de florestas, a produção de alimentos orgânicos, a reutilização e a reciclagem dos resíduos que produzimos, o cuidado e a preservação da água á “ fonte da vida, entre outras, são opções que respeitam a vida no planeta.

Atividade 3.1 - Tema transversal meio ambiente - Pós Grad. E.A


Referencias bibliográficas
MANSOLDO, Ana. Educação ambiental , perspectiva da ecologia integral ,Belo Horizonte .2012.
Revista Ecologia Integral nº38 - novembro 2009 http://www.ecologiaintegral.org.br/TextoEcologiaintegralRev38.pdf
http://www.ecologiaintegral.org.br/ecologia02.htm : Centro de Ecologia Integral- Ecologia -  Educação ambiental - Educação para a paz - Valores humanos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A educação ambiental na história e as principais correntes.

 Levando em consideração a trajetória da educação ambiental e seu desenvolvimento no decorrer das ultimas décadas, vemos que ainda temos uma grande ausência de valores quando observamos a sociedade em que vivemos, pois percebemos que a educação ambiental e a educação formal estão em grande crise. Estamos entrando em colapso, pois a sociedade nesse momento parece dormir, entramos em uma rodada da vida em que as coisas ficaram muito cômodas para nós estamos com a falsa sensação que nosso atual estilo de vida e o correto, não analisamos as circunstancias que estamos inseridos, enquanto que o alto da pirâmide está sugando ao máximo aqueles que estão abaixo deles, com isso contribuindo para forma desequilibrada que estamos vivendo sem pensar nas consequências.

 Educação ambiental por si só não resolvera todos os problemas que estamos vivendo, o papel principal da educação e preparar os jovens e adultos a terem maior sensibilidade aos problemas ambientais e de ordem sociais, criar uma sociedade mais atenta aos problemas e que encare de maneira positiva, uma sociedade onde direcionar o lixo que pode ser reaproveitado as associações, economizar recursos aprender a reaproveitar matérias, acima de tudo criar uma sociedade criativa que saiba vivenciar os balanços da vida à medida que as coisas acontecem sempre abertas mudanças.

Enquanto nosso objetivo e tentar instruir de maneira persuasiva e insistente a todas as pessoas sobre a questão de proteção do meio ambiente, de forma que todos entendam que de alguma forma fazemos parte desse planeta chamado terra. Ainda assim temos grandes abismos na sociedade existem vários pontos divergentes que torna esse trabalho complexo, a supervalorização do consumo e uma delas associada ao ego humano diminui a capacidade do individuo pensar no coletivo.

 E é pensando coletivamente que trabalhamos a educação ambiental de maneira que as pessoas começam a pensar no outro como um irmão, de forma que possamos abrir os horizontes dos laços familiares, a dar valor nas pequenas coisas que a vida nos oferta, aprender a conviver com as diferenças sociais de maneira que aquele que está em condição menos favorecida tenha a mesma oportunidade e tratamento daquele que está no poder. No momento podemos apenas dizer que o papel da educação ambiental e sensibilizar as pessoas de que forma algum dia possam dar maior força e criar uma nova cultura de sustentabilidade pensando não somente no hoje mais o que teremos para o amanha.


Atividade 1.3 UFLA.    Foto pedra do bau , São Bento Sapucaí SP. , 2011

domingo, 6 de outubro de 2013

Índios do século XXI e a Preservação do meio ambiente.




 Bom aquela boa imagem do índios parece já não ser a mesma, protetores das florestas e dos animais, ao que me parece nos tempos de hoje já não e bem assim, assim como os homens brancos os índios também sofrem pela ganancia, muitas tribos traficam animais silvestres caçam animais em risco de extinção, o que será que pode ter acontecido, influencia urbana contato com os branco.

 No entanto, esses índios mudaram após o contato com europeus que colonizaram o brasil. A partir dai começaram explorar seus recursos intensamente colaborando também para os impactos causados ao ambiente em que viviam que já estava em crise bem antes da colonização dos Portugueses, pois antes mesmo de Cabral o desmatamento e o uso insustentável da floresta já tinham começado. Assim começa a historia da exploração comercial da fauna silvestre brasileira, que pela sua diversidade passava a ideia de ser inesgotável.

No século XXI ,o índio já exerce um papel diferente na sociedade, hoje eles tem mais noção dos seus direitos e deveres, muitos estão cursando em universidades, escolas, trabalhando, o papel do índio, tem energia elétrica ,assistem televisão.

Mas ainda precisam de mais conhecimento sobre os riscos que certas espécies de animais correm de desaparecer, e que nenhum deus magico vai traze lá de volta a socialização do índio e muito importante, principalmente quando se trata da preservação do próprio ambiente onde eles vivem, por o conhecimento e um bem que deve ser utilizado em auxilio a todos então e chegada a hora de medidas educativas aos povos indígenas eles precisam participar mais ativamente da sociedade, pois eles veem de uma cultura totalmente dependente das floresta e aliar os índios a essa causa talvez seja uma das mais importante. Mais também não podemos tirar nosso corpo fora dessa, pois a maior culpa do desequilíbrio e nossa toda sociedade urbana e rural temos grande responsabilidade agora de garantir um meio ambiente sadio e sustentável para toda nação.

 A educação ambiental trabalhada de maneira holística e de grande importância para disseminação da cultura de preservação do meio ambiente, a educação ambiental talvez seja o nosso grande trunfo para envolver toda sociedade, por meio de medidas educativas em vários níveis, principalmente crianças e adolescentes que são os precursores dessa nova cultura que se inicia com mais responsabilidade e respeito a vida.

Atividade 2.2 pós graduação educação ambiental - UFLA.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bons Amigos





Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

(Machado de Assis)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

outono chegou




















A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.

A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.

As temperaturas desceram.
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.


É quase Outono

Tempo da tristeza ser mais triste

Mas não é o Outono que me entristece:

Quando partires,

É a tua partida que faz do tempo

Tempo de Outono.




{Era uma vez uma follhinha}

Prof. Vaz Nunes (correio) ou TEL.: 256184521

sábado, 2 de abril de 2011

O prazer da leitura - Rubem Alves


SÁBADO, MAIO 19, 2007

O prazer da leitura - Rubem Alves
Rubem Alves
Gaiolas ou Asas – A arte do voo ou a busca da alegria de aprender
Porto, Edições Asa, 2004

Excertos adaptados



Alfabetizar é ensinar a ler. A palavra alfabetizar vem de "alfabeto". "Alfabeto" é o conjunto das letras de uma língua, colocadas numa certa ordem. É a mesma coisa que "abecedário". A palavra "alfabeto" é formada com as duas primeiras letras do alfabeto grego: "alfa" e "beta". E "abecedário", com a junção das quatro primeiras letras do nosso alfabeto: "a", "b", "c" e "d". Assim sendo, pensei a possibilidade engraçada de que "abecedarizar", palavra inexistente, pudesse ser sinónimo de "alfabetizar"...

"Alfabetizar", palavra aparentemente inocente, contém a teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendo-se as letras do alfabeto. Primeiro as letras. Depois, juntando-se as letras, as sílabas. Depois, juntando-se as sílabas, aparecem as palavras...

E assim era. Lembro-me da criançada a repetir em coro, sob a regência da professora: "bê-á-bá; bê-e-bê; bê-i-bi; bê-ó-bó; bê-u-bu"... Estou a olhar para um postal, miniatura de um dos cartazes que antigamente se usavam como tema de redacção: uma menina deitada de bruços sobre um divã, queixo apoiado na mão, tendo à sua frente um livro aberto onde se vê "fa", "fe", "fi", "fo", "fu"...

Se é assim que se ensina a ler, ensinando as letras, imagino que o ensino da música se deveria chamar "dorremizar": aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas e a música aparece! Posso imaginar, então, uma aula de iniciação musical em que os alunos ficassem a repetir as notas, sob a regência da professora, na esperança de que, da repetição das notas, a música aparecesse...

Todo a gente sabe que não é assim que se ensina música. A mãe pega no bebé e embala-o, cantando uma canção. E a criança percebe a canção. O que o bebé ouve é a música, e não cada nota, separadamente! E a evidência da sua compreensão está no facto de que ele se tranquiliza e dorme – mesmo nada sabendo sobre notas!

Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: a minha mãe tocava-as ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.

Isto é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a história. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. A criança volta-se para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está a ler.

Num primeiro momento, as delícias do texto encontram-se na fala do professor. Usando uma sugestão de Melanie Klein, o professor, no acto de ler para os seus alunos, é o "seio bom", o mediador que liga o aluno ao prazer do texto. Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintáctica. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas lembro-me com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professora lia, interpretava o texto, e nós ouvíamos, extasiados. Ninguém falava.

Antes de ler Monteiro Lobato, eu ouvi-o. E o bom era que não havia exames sobre aquelas aulas. Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa da leitura – experiência vagabunda! – e a experiência de ler a fim de responder a questionários de interpretação e compreensão. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro...

Vejo, assim, a cena original: a mãe ou o pai, livro aberto, a ler para o filho... Essa experiência é o aperitivo que ficará para sempre guardado na memória afectiva da criança. Na ausência da mãe ou do pai, a criança olhará para o livro com desejo e inveja. Desejo, porque ela quer experimentar as delícias que estão contidas nas palavras. E inveja, porque ela gostaria de ter o saber do pai e da mãe: eles são aqueles que têm a chave que abre as portas de um mundo maravilhoso!

Roland Barthes faz uso de uma linda metáfora poética para descrever o que ele desejava fazer, como professor: maternagem – continuar a fazer aquilo que a mãe faz. É isso mesmo: na escola, o professor deverá continuar o processo de leitura afectuosa. Ele lê: a criança ouve, extasiada! Seduzida, ela pedirá: Por favor, ensine-me! Eu quero poder entrar no livro por minha própria conta...

Toda a aprendizagem começa com um pedido. Se não houver o pedido, a aprendizagem não acontece. Há aquele velho ditado: É fácil levar a égua até ao meio do ribeirão. O difícil é convencer a égua a beber. Traduzido pela Adélia Prado: Não quero faca nem queijo. Quero é fome. Metáfora para o professor.

Todo o texto é uma partitura musical. As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele domina a técnica, se ele desliza sobre as palavras, se ele está possuído pelo texto – a beleza acontece. E o texto apossa-se do corpo de quem ouve. Mas se aquele que lê não domina a técnica, se luta com as palavras, se não desliza sobre elas – a leitura não produz prazer: queremos logo que ela acabe.

Assim, quem ensina a ler, isto é, aquele que lê para que os seus alunos tenham prazer no texto, tem de ser um artista. Só deveria ler aquele que está possuído pelo texto que lê. Por isso eu acho que deveria ser estabelecida nas nossas escolas a prática dos "concertos de leitura". Se há concertos de música erudita, jazz – por que não concertos de leitura? Ouvindo, os alunos experimentarão o prazer de ler.

E acontecerá com a leitura o mesmo que acontece com a música: depois de termos sido tocados pela sua beleza, é impossível esquecer. A leitura é uma droga perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler, a culpa não é só deles. Foram forçados a aprender tantas coisas sobre os textos – gramática, usos da partícula "se", dígrafos, encontros consonantais, análise sintáctica – que não houve tempo para serem iniciados na única coisa que importa: a beleza musical do texto. E a missão do professor?

Acho que as escolas só terão realizado a sua missão se forem capazes de desenvolver nos alunos o prazer da leitura. O prazer da leitura é o pressuposto de tudo o mais. Quem gosta de ler tem nas mãos as chaves do mundo. Mas o que vejo a acontecer é o contrário. São raríssimos os casos de amor à leitura desenvolvido nas aulas de estudo formal da língua.

Paul Goodman, controverso pensador norte-americano, diz: Nunca ouvi falar de nenhum método para ensinar literatura (humanities) que não acabasse por matá-la. Parece que a sobrevivência do gosto pela literatura tem dependido de milagres aleatórios que são cada vez menos frequentes.

Vendem-se, nas livrarias, livros com resumos das obras literárias que saem nos exames. Quem aprende resumos de obras literárias para passar, aprende mais do que isso: aprende a odiar a literatura.

Sonho com o dia em que as crianças que lêem os meus livrinhos não terão de analisar dígrafos e encontros consonantais e em que o conhecimento das obras literárias não seja objecto de exames: os livros serão lidos pelo simples prazer da leitura.

fonte blog pagina de vida :http://pagina-de-vida.blogspot.com/2007/05/felicidade-clandestina-clarice.html

domingo, 20 de março de 2011

ૐ... Espírito Livre ...ૐ


Os espíritos livres reconhecem-se pelo olhar porque a luz que brilha nos seus olhos é a mesma que brilha nas estrelas, não resistem a mostrar aos outros as constelações dos céus e, dançam juntos quando chega a luz da madrugada.
Olha nos olhos de um desconhecido, fala de amor à 1ª vista, de almas gêmeas, defende ideias que parecem ridículas, chora mágoas e decepções antigas, alegra-se com novas descobertas, diverte-se, brinca, é irreverente, faz perguntas inconvenientes, diz tolices, disfarça-se de louco quando sofre de lucidez e, dança com os seus companheiros.
Já agiu muitas vezes incorretamente, já trilhou caminhos que não eram seus e perde-se, vezes sem conta, em labirintos até recuperar novamente o seu caminho, já disse sim quando queria dizer não, já feriu os que mais ama, já foi a muitas festas e procurou a paz, a esperança e o amor na música, nos lugares, nos outros..
Um espírito livre cai muitas nestes abismos, mas quando reúne todas as suas forças para sair, descobre que é dentro de si que encontra o amor, a paz, a luz.. então vive a esperança de ser melhor do que é.. e dança enquanto caminha..
Senta-se num lugar tranquilo da floresta e procura não pensar em nada: descansa, contempla, presta atenção à sua respiração, ao voo do pássaro, ao aroma da flor e, conectando-se com a alma do universo, anda suavemente, sente que participa na dança universal e.. flutua enquanto dança..
No caminho que livremente escolheu, sabe que tem de lidar com pessoas que não têm atenção às pequenas coisas, que não sabe que tudo é uma coisa só, que cada ação nossa afeta todo o planeta, que cada pensamento nosso se estende muito para além da nossa vida, que cada minuto pode ser uma oportunidade para nos transformarmos, que estamos no mundo não para combater o mal ou condenar e julgar o outro e.. dança enquanto ama.
Mas porque é um peregrino, um caminhante em busca espiritual, um mendigo do amor, um espírito livre senta-se à roda da fogueira e dá boas vindas aos estranhos. Usa a sua intuição e não desespera quando o acham louco ou a viver um mundo de fantasia. Não tem certezas mas sabe que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes e... ensaia novos compassos de dança..
E segue em frente, faz pontes entre o céu e a terra, entre a vida profana e a espiritualidade a que se aspira, entre o visível e o invisível, entre o compreensível e o indizível e então, outros se aproximam, reúnem-se e iniciam o seu caminho à volta dos seus ritos, símbolos e mistérios.. e dançam à roda da fogueira.. Conhece o silêncio com a linguagem do indizível, do que não se explica, apenas se sente. Conhece o poder das palavras. Não quer parecer ser.. ele simplesmente é..
Não sabe de onde veio nem para onde vai, mas sabe que está cá para amar. Sabe que sem amor, ele simplesmente não é.. então, mergulha com paixão na vida, olha com doçura ou serenidade o mais velho ou a criança, reconhece no seu olhar toda a história da sobrevivência da humanidade e.. ri e dança com os seus companheiros..
Sabe que é livre para escolher: passa noites de insônia, interroga-se pelo sentido da vida, sobre o que é definitivo e o que é passageiro, questiona as aparências, as fórmulas, as opiniões dos outros, se vale a pena tanto esforço.. é, então, capaz e largar tudo e correr para a aventura porque resiste a viver um papel que os outros escolheram para si. As
suas decisões são sempre tomadas com coragem e loucura, inventando novas coreografias, ao sabor dos ritmos cósmicos, de noite ou de dia, à luz ou nas trevas, no inverno ou no verão.. dança.. dança..
Um espírito livre ... e tu?

fonte :http://www.freesurfer.com.br/Debyoga

sexta-feira, 18 de março de 2011

Estadão: Obama terá cardápio vegano no Brasil


Estadão: Obama terá cardápio vegano no Brasil
Do blog radar Político (Estadão) | Obama não vai comer hambúrgueres no Brasil. Tampouco uma tradicional feijoada. O cardápio de sua 1ª visita ao País será exclusivamente vegano – o que significa que o presidente dos EUA e sua comitiva não vão ingerir nenhum derivado de animal (carne, leite, ovos, mel etc.).

Em entrevista ao Congresso em Foco, a banqueteira Renata La Porta, de Brasília, conta que foi contratada para prover a dieta do mandatário norte-americano e garante que lhe foi encomendado misturar produtos brasileiros no cardápio. Entre os pratos planejados por ela, uma feijoada sem carne de porco e paio, mas com espaguete de palmito pupunha.

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Fonte :http://vista-se.com.br/redesocial/estadao-obama-tera-cardapio-vegano-no-brasil/ vista-se ,




Fico feliz, por saber que o presidente Obama e vegano , sinal que novos caminhos estão sendo abertos , uma nova cultura vem surgindo no mundo cada vez mais o mundo vem adquirindo consciência do amor incondicional de deus independente de espécie, o amor ao próximo sendo ele racional ou nao , independe de raça cor ou tamanho , e que jesus no ilumine hoje e sempre, ,

quinta-feira, 17 de março de 2011

Poesia de Outono



O outono já chegou - aos arrufos do vento as folhas num desmaio embalam-se pelo ar...- vão caindo... caindo... uma a uma, em desalento e uma a uma, lentamente, vão no chão pousar...

O céu perdeu o azul - vestiu-se de cinzento e envolveu na neblina a luz baça do luar...

- na alameda onde vou, de momento a momento, há um gemido de folha a cair e a expirar...

O arvoredo transpira as carícias dos ninhos, e o vento a cirandar na curva das estradas eleva o folhareu no espaço em redemoinhos...



Há um córrego a levar as folhas secas em bando...

- e à aragem que soluça entre as ramas curvadas, parece que o arvoredo em coro está chorando!...

Autor: (Jorge de Araújo)
Imagem: (Meramente ilustrativa)